Não bastassem a tradição, a arquitetura e o verde que a cerca, a Quinta da Boa Vista é um local repleto de história. O Restaurante Quinta da Boa Vista está instalado onde funcionava a antiga capela da residência da Família Imperial. Durante a missa os homens sentavam-se à direita e as mulheres à esquerda (o lado do coração) para não expor o Imperador à tentação, ao menos na hora da missa. Onde hoje funciona sua cozinha era no passado a casa do sacerdote. Os salões do Restaurante situam-se sobre um dos porões da antiga capela, onde o Imperador costumava passar as noites com suas escravas preferidas. No outro porão castigavam-se os escravos que se rebelavam contra o cativeiro. A capela da Quinta foi transformada em restaurante em 1954. Possui pinturas em estilo frances e móveis do século XVI e mantém suas características originais. A Quinta da Boa Vista foi construída em 1803 pelo comerciante português Elias Antônio Lopes e doada à Família Imperial em 1808, quando da vinda de D. João VI, fugindo de Napoleão Bonaparte. O botânico francês Glaziou comandou a reforma dos seus jardins durante o reinado do Imperador. Em seu palácio hoje funciona o Museu Nacional. A Quinta também abriga o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, fundado em 16 de março de 1888 pelo Barão de Drumond, inicialmente no bairro de Vila Isabel. A dificuldade em manter o Zôo e seus animais, levou o Barão a criar um jogo, para atrair visitantes. Estava criado o “Jogo do Bicho”. A idéia entretanto, não foi suficiente para salvar o antigo Zôo que acabou fechado na década de 40. O “novo” Zôo, na Quinta, foi inaugurado em 18 de março de 1945. Destaca-se na entrada do Zôo, o imponente portão oferecido como presente de casamento a D. Pedro II e a Imperatriz Leopoldina por um nobre inglês. O zôo possui, a maior coleção de aves do país, destacando-se a Ararajuba ou Guaruba, a maior de seu gênero. Ela mede 34 cm de comprimento e tem um colorido único - amarelo brilhante com a ponta das asas verde bandeira. As principais cores da bandeira brasileira.
|